Saga Ferreira – Camila Marciano

             Eu tentei escrever uma resenha para cada livro. Porém não consegui, porque eles não são feitos para serem sós. Então vou falar logo da série como um todo e um pouco da grandeza dessa autora. Camila Marciano, me pegou de jeito. Há quem pegue a gente pelo estômago, Camila nos pega pelas letras. Garota, que dom é esse! Amei ler seus livros e confesso que estou esperando ansiosa por tudo que você ainda vai colocar nesse mundo.
       Na Série Os Ferreiras a sua narrativa fez-me, por vezes, ver, ser e conversar com os personagens. A autora nos presenteou com um romance doce e amargo, como a vida, uma historia bem amarrada, com uma família que se entrelaça em outra, bem como acontece na realidade, personagens que se eu fechar meus olhos, posso enxerga-los, vivinhos em minha frente. Como me tornei espectadora do Rodrigo (Dio) e da Fernanda (Fê) em O Próximo Homem da Minha Mulher Sou Eu. Me senti na  Andressa(Dê) que é Botelho, mas tão forte em sua forma de ser, em O Único Homem da Minha Mulher Sou Eu, e o que mais me identifiquei entre os Ferreiras,  foi o Gustavo (Guto), eu fui ele a cada instante, o filho do meio, feito para habitar em o O Último Homem da Minha Mulher Sou Eu. Sua maneira de descreve-los e construi-los me desmontou como a Manuela(Manu) queria desmontar a Dê, como as pecinhas construidas em sua impressora 3D, para entende-la.
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         Pela Sinopse dá para tentar se preparar para o que vem, “Isso aqui não é uma história de dois adolescentes que se batem, mas no fundo se amam. Eu sou um pai de dois filhos, sou casado. Esta aqui é sobre reconquistar a mesma mulher que você já meteu uma aliança no dedo, mas deixou escapá-la por entre eles. Ela se foi e você nem viu. Esta vai para todos os cabaços que como eu, esqueceram-se que o amor não é um posto, é exercício. É um jogo de tentativa e erro com algumas regras pré-estabelecidas. Aqui, o amor é outra coisa. Não é à toa – Que os contos de fadas terminam no casamento e a ideia de “casamento perfeito” vem estampado num comercial de margarina. Aqui, o amor é outra coisa. ”
“O Próximo Homem da minha mulher sou eu” é um romance que mostra a nobreza de um casal que precisa se autoafirmar e tentar reconhecer onde errou, que é possível se corrigir  durante todos os dias, para manter um relacionamento saudável. E nem sempre é a mulher que ter abdicar de sua escolhas e sonhos para manter-se casada e feliz, ela fez sua parte, sustentou-se enquanto pode. Casamento é uma mão dupla, e o verbo amor não é a base dessa história, e sim, o ceder, o abrir mão de algo, o fazer vale a pena tem que ser do casal. Não houve brecha para traição/adultério pois não era a índole deles. A traição ocorreu entre eles mesmo, sempre os mesmos erros, medo de se abrir, medo de se mostrar, medo de se fazer conhecer. Achar que as entrelinhas já se falam por si só, que o outro é como você, que ao olha-lo é como se refletir ao espelho.
             A luta diária para reconquistar um amor, reconstruir uma família. O homem também pode lutar pelo seu casamento. Na minha leitura viajei com eles para Minas e aprendi um pouco a publicidade do Dio, me relembrou a engenharia da Fê, aprendi como não deixar um casamento acabar, que o homem pode ceder, abrir mão da sua formação profissional e se tornar leão de chácara num restaurante, para lutar pelo seu casamento e filhos, deixar sua mulher voltar a sonhar e crescer profissionalmente, e que como mulher meus sonhos e realizações não se acabam com o casamento e filhos. E valorizar a Família, como ele fez tentado resgatar o tempo com seus pais. E buscar novas amizades, como foi com a Bia, sua ex-secretária.
14355682_10209285714433283_6800726806463379635_n                Em “O Único Homem da Minha Mulher Sou Eu”  a sinopse já diz o que teremos “Felipe em tese, é como a mãe. Passou no ITA, bom no que faz, futuro Engenheiro Aeronáutico. Irmão do Guto, dois anos mais novo, e da Manu, uma menina lindinha que todo mundo viu nascer. Na prática, é como o pai. Arruma a mesa no aniversário da mãe, a língua afiada e caidinho por uma das primas, a Andressa. A História pode se repetir, ele pode se apaixonar por uma menina da capital e se esquecer da prima Mineira. Ou, dessa vez, a Prima Mineira pode fisgar o coração desse menino urbano que nada tem que ver com mato. Das coisas que pode acontecer, a única que nós sabemos é de onde veio esse menino. Em que lar ele nasceu, em quais condições foi criado e quanto amor ele viu entre os pais. A gente acha que não, mas amor a gente aprende de berço.
Ao lê-los revivi o sabor de passar no vestibular, com o Lipe, A Dê, o Guto, os dias nada fáceis da faculdade da Bia, o namoro a distância durante a universidade. Relembrei com a Dê, o hábito de leitura, peguei até as dicas que ela dava pra Lipe, pra mim. Amei ver como o Lipe, ajudou uma Gordinha linda que não bronzeia, a se descobrir como mulher, de quebra me ajudou a me aceitar com todas minhas curvas. Sim, aprendi também, sobre cavalos, PSI, domas, jóquei, fui para a Europa, Árabia.
Aprendi que, quando temos organização e metas definidas, como a Dê, tudo pode ser alcançado. Lipe me ensinou que esperar por Oito anos dói, mas as vezes é preciso. E retornar depois de conquistar o mundo, ainda temos que trabalhar para reconquistar o coração.
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         Em o ” O Último Homem da Minha Mulher Sou Eu” com uma sinopse sucinta, ” O Último Homem da vida da Tia Fê é o Tio Digo. O Último Homem da Vida da Vaca Megera é o Lipe. Há mais um Ferreira. Foda-se o último Ferreira! Vida, bate mais forte que agora eu aguento! Vida, bate mais forte que agora, meu maxilar é de aço!” Fala da trajetória que os Irmãos Ferreira e as Irmãs Botelho seguiram para acertarem seus ponteiros e ajudar a recordar o melhores momentos de como foi feita essa família, todos se uniram e escreveram a mais linda história de amor, para fazer renascer no Dio tudo que ele um dia construiu.
              Mas o destaque é no Gustavo e na Bianca. Duas pessoas com muitos traumas, que sangraram muito durante a vida. Feitos de bagagem pesada. E dos três Ferreira, o  Guto, há o Guto, o mais parecido comigo, aquele que sempre está ali para quando precisam, cresceu cuidando do irmão mais velho e ajudou aos pais a botar a Manu no mundo, o que sabe lida com gente tanto quanto o pai, porem não sabe lidar com ele mesmo, depois dos dores, e a Bia, que grandiosidade de mulher é essa, passou por poucas e nada boas, nas mãos de animais em forma de homem, que ironia, logo ela que doma cavalo ruim com muito amor e torrão de açúcar, depois que achou seu lugar no mundo, se transformou em mulher e menina de novo, chapéu na cabeça, calça atolada na bunda e bota, para ser amada por um homem de verdade.
          A Manuela, como Ferreira derradeira, o rapô do tacho, aparece nos três livros, a linda monstrinha que é, veio para quebrar os preconceitos, educada e bem criada, por 4 Ferreira, que sabem viver e ensinar o que é amor, aprendeu a amar dois de uma só vez. E pra arrematando o nó, pelas andanças do Guto pelo nordeste brasileiro, tentando se achar no mundo depois de medico formado, enquanto a Bia, se fazia grande juntamente com a irmã, achou a Madalena, menina forte, que veio de uma realidade pouco abordada e muito vivida no interior das cidades, que seria Ferreira no papel, se depende só do Guto. E tornou-se uma Ferreira linda, vitoriosa, guerreira, forte, fez nascer um Pai pelo amor.
Para mim, Guto, Bia e Madalena, ‘o Fênix’ e ‘a Pêgasus’ que da união nasce “Sereia”. Três seres mitológicos, três Joias que foram lapidadas pela vida, da forma mais abrasiva que pode existir. Eles são tão reais, porque você, Camila Braga Marciano é tão grande quanto todos os Ferreiras que criou, você deu a humanidade que eles precisavam para existir. Esse é seu dom. Entendo que escrever não é fácil, e ela fez a gente sentir isso na pele, no livro narrado/sangrado pelos irmãos Ferreiras. Mas a autora, ah ela, faz a gente amar tudo que se dispõe a criar.
Camila toca lá naquele cantinho secreto, guardado a sete chaves. quando terminei de ler o ultimo Ferreira, lembro que eu disse, “Tô feliz, mas tô destruída. Tô só o pó. Tô com uma vontade de xingar ela, sem noção! Como pode me fazer amar assim uma família tão real como essa. E não ter mais deles. Por me ensinar tanta coisa, como o Dio, a Fê, os meninos, as meninas e não ter mais deles! Mas eles são do mundo agora, e em breve serão meus, quando tornarem-se físicos, ou mesmo e-book, como o Diô que já tenho para mim. E é nessa hora que desisto de xingar ela, e só quero elogiar, agradecer, cheirar, abraçar, que raiva de não morar perto de você, Camila, agora, porque você mudou minha vida com esses livros.”
           A humanidade que ela bota nas coisas que cria, tem que ser muito observadora na vida. Porque no dia a dia, existem muitos Dios, Fês, Lipes, Gutos, Bias, Dês, Eurenices, Madalenas, Manus… e não é a toa que quando lemos, nos identificamos, ao menos com um dos personagens, ou com alguns traços de personalidade dispostos ali. Pegamos pinimba com outro personagem, com o modo operandi dele de ser. E isso é vida real.
Eu nunca tinha lido algo tão bom assim.
Real demais pra ser só literatura!
Bom demais pra ser só ficção.

Sofrido demais para não ser verdade.

Com sua vida em letras, só quero poder continuar acompanhando o seu talento, para onde quer que vá.

O livros da Saga, ficaram disponível na plataforma do Wattpad até o 15/01/2017. E as metas da autora, e fazer eles alçar voos e quando ela os aperfeiçoar e publicar novamente e trago a resenha de cada um dele. O Livro O Próximo Homem da Minha Mulher sou Eu, está disponível para compra no site a Amazon.

Mas pode acompanhar mais dessa magnifica escritora na plataforma do Wattpad.

 

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