Fernão Capelo Gaivota – Richard Bach

        Richard Bach nasceu em 23 de junho de 1936 no estado de Illinois, E.U.A. Escritor, piloto aviões, autor de vários livros que rapidamente se tornam best-sellers. A principal ocupação de Bach foi como piloto reserva da Força Aérea e praticamente todos os seus livros envolvem o vôo de certa maneira, desde suas primeiras histórias sobre voar em aeronaves até suas últimas onde o vôo é uma complexa metáfora filosófica. Bach alcançou enorme sucesso com Fernão Capelo Gaivota, sucesso este não igualado por seus livros posteriores; entretanto, seu trabalho continua popular entre os leitores.

fernao-capelo-gaivota     Fernão Capelo Gaivota foi o único livro que conheci desse autor, um dos primeiros livros que li. E me fascinou de tal forma, que ate hoje, acho que eu seria mais feliz se fosse uma linda e pequena gaivota, não uma do bando, mas uma aprendiz de Fernão.

Fernão era uma gaivota muito interessada em voar. Sempre sentiu que a necessidade de aprender a voar lhe falava mais alto do que diziam os seus pais e os mais velhos do bando, ser o instinto da gaivota, que consiste em “uma gaivota só precisa saber voar para ir atrás de comida”.

Durante sua juventude, a gaivota decide estudar bastante as técnicas de vôo e aprende sozinho, e em uma dessas tentativas gaivotade sucesso, consegue executar um vôo muito difícil e os mais velhos do bando lhe banem. Ele não se entrega, mesmo sozinho, não desiste de conquistar seus sonhos e conquista. Viajou por muitos lugares e provou a ele mesmo, que uma gaivota poderia fazer muito mais que apenas voar atrás de sua comida. Conseguiu peixes deliciosos e raros, aperfeiçoando as técnicas de mergulho.

Nesse percurso, aprendeu que “temos de pôr de parte tudo o que nos limita”, viver em bando limitava o seu conhecimento de vôo. Antes de ser banido ele tentou ser aceito, assim como a gente tenta ser aceito todo dia, nessa sociedade cheia de regras e padrões, que são equidistantes da realidade. Tentou viver de migalhas de pães e sobras de pescas. E isso lhe limitava, e não lhe trazia felicidade. Não era satisfatório viver assim. E quantas vezes, nos deparamos com as migalhas que nos dão?

“Falou de coisas muito simples – que as gaivotas têm o direito de voar, que a liberdade é própria da sua natureza, que todo aquele que se oponha a essa liberdade deve ser posto de parte, quer a oposição seja motivada por ritual, superstição ou limitação sob qualquer forma.
-Pôr de parte?- gritou uma voz entre a multidão. -Mesmo se for a lei do bando?
– Só a lei que conduz à liberdade é verdadeira – disse Fernão. -Não há outra.”

Quando ele se libertou do que limitava, conseguiu ir aonde nenhuma outra gaivota chegou antes. Adquiriu tanto conhecimento, que nem seu pensamento era mais um fator limitador.

“Quebre as correntes de seu pensamento e também irás quebrar as correntes do teu corpo.”

É assim que devemos ser. Nos desprender do que nos limita. É o principio da evolução, a nossa formação, o pensamento sempre muda. Não somos os mesmos de segundos atrás. Alguns princípios sempre se aperfeiçoam. Aprendemos algo novo. Não devemos impor a aceitação das circunstância da vida.

Se caso lhe banirem por você agir diferentemente dos outros ao seu redor. Aceite e viva sua vida. Um dia, quem sabe, quem lhe baniu não muda de ideia e veja que você estava certo. E reconheça que ser diferente é bom. É aceitável.

Lembre-se:

nós somos livres para ir aonde nos aprouver e ser o que somos”.

Somos livres, e esse é o grande mistério e ninguém tem direito de dizer onde vamos, o que somos, como agir. Você é o que pensa. Na verdade você é além do que você pensa.

“Cada um de nós encontra e segue o que mais amamos fazer,não importa o que outros pensem.”

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